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Larissa Mezzomo

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Estamos indo para o segundo kit da verdena e o cabelo da minha filhota está impecável
Mara

Mara

Agora está assim, com 15 dias de uso. Já comprei novamente, estou usando a linha coconut. Esse é o cabelo dela depois de acordar
Patricia Faian

Patricia Faian

Tratamento com verdena pra cachos
Jaqueline

Jaqueline

Minha pequena está a 1 semana usando a linha cachos,deixou os cabelos dela muito brilhoso e sedoso. Ela é autista e dava um trabalhão pra deixar pentear o cabelo por conta da sensibilidade que ela tem,e agora está até deixando fazer penteado pq facilitou muito pra pentear

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Triclosan: O Que É, Onde Está e Por Que Muitas Famílias Preferem Evitar

Triclosan: O Que É, Onde Está e Por Que Muitas Famílias Preferem Evitar

Sabonete "antibacteriano", creme dental que "protege por 12 horas", desodorante que "elimina 99,9% das bactérias". Essas promessas parecem perfeitas para quem quer proteger os filhos. Mas, por trás de muitas delas, por muitos anos esteve um ingrediente que hoje é visto com cautela por cientistas e agências reguladoras do mundo todo: o triclosan. Você já parou para procurar esse nome no rótulo dos produtos de higiene da sua casa? Neste artigo, explicamos o que é o triclosan, para que ele serve, o que os estudos mostram sobre seus possíveis efeitos, como a Anvisa regula o uso no Brasil e por que, para a rotina das crianças, água e sabonete suave costumam ser suficientes. O Que é Triclosan? O triclosan é uma substância com ação antimicrobiana, ou seja, capaz de inibir o crescimento de bactérias e alguns fungos. Ele age bloqueando uma enzima que as bactérias usam para produzir as gorduras de suas membranas (Shrestha et al., 2020). Por causa dessa ação, durante décadas o triclosan foi adicionado a uma enorme variedade de produtos: Sabonetes em barra e líquidos "antibacterianos" Cremes dentais e enxaguantes bucais Desodorantes Cosméticos, como conservante Produtos de limpeza Tecidos, brinquedos, tábuas de corte e utensílios plásticos com tratamento "antimicrobiano" Um composto parecido, o triclocarban, também foi muito usado em sabonetes com a mesma finalidade. Sabonete Antibacteriano Protege Mais? Essa é a pergunta mais importante para as famílias, e a resposta surpreende muita gente. Uma revisão de estudos concluiu que, nas concentrações usadas em sabonetes de uso doméstico, o sabonete com triclosan não se mostrou mais eficaz do que o sabonete comum na redução de bactérias nas mãos e na prevenção de infecções no dia a dia (Giuliano & Rybak, 2015). Com base na falta de comprovação de benefício extra, a FDA, agência reguladora dos Estados Unidos, retirou em 2016 o triclosan e outros antissépticos da lista de ingredientes permitidos em sabonetes antibacterianos de uso doméstico vendidos no país. Em outras palavras: para lavar as mãos e tomar banho em casa, água, sabonete suave e uma boa técnica de lavagem fazem o trabalho. Por Que o Triclosan Preocupa? Resistência bacteriana Pesquisadores levantaram a preocupação de que o uso amplo e contínuo de antimicrobianos como o triclosan possa favorecer a seleção de bactérias mais resistentes, inclusive a alguns antibióticos (Giuliano & Rybak, 2015; Shrestha et al., 2020). Esse é um tema de saúde pública, que vai além do uso individual. Presença no organismo Estudos de biomonitoramento, que medem substâncias na urina, detectaram triclosan em crianças e adolescentes, mostrando que a exposição diária por produtos de higiene é real (Tkalec et al., 2021). Possíveis efeitos na saúde Estudos em laboratório e em animais indicaram que o triclosan pode interferir em hormônios, como os da tireoide, o que o colocou na lista de substâncias investigadas como possíveis disruptores endócrinos. Em crianças, estudos observacionais investigaram associações entre a exposição ao triclosan e sensibilização alérgica (Bertelsen et al., 2013) e aspectos do comportamento (Jackson-Browne et al., 2019). É importante ler esses dados com equilíbrio: estudos observacionais mostram associações, e não relação de causa e efeito, e os resultados ainda não são conclusivos. Mas, somando a falta de benefício comprovado no uso doméstico às dúvidas que seguem em investigação, a escolha de reduzir a exposição das crianças faz sentido como precaução. Se quiser entender melhor o tema, leia nosso artigo sobre o que são disruptores endócrinos e por que evitá-los. O Triclosan é Proibido no Brasil? Não. No Brasil, o triclosan é permitido como conservante em produtos de higiene pessoal, cosméticos e perfumes, com concentração máxima de 0,3% na formulação, conforme a RDC 29/2012 da Anvisa. Produtos que ultrapassam esse limite são irregulares e podem ser recolhidos. Ou seja, a presença de triclosan dentro do limite é legal. A decisão de evitá-lo é uma escolha de consumo consciente, e é por isso que saber ler o rótulo faz tanta diferença. Como Identificar o Triclosan no Rótulo Procure na lista de ingredientes, geralmente escrita em inglês ou latim no padrão internacional INCI: Triclosan Triclocarban Nomes comerciais que às vezes aparecem em descrições técnicas, como Irgasan Desconfie também de apelos como "antibacteriano", "antisséptico" e "elimina 99,9% dos germes" em produtos de uso diário e verifique a composição. Se ler rótulos ainda parece complicado, nosso guia sobre como ler o rótulo de um cosmético infantil mostra o passo a passo. Higiene Segura Para Crianças Sem Triclosan Lave as mãos com água e sabonete suave por pelo menos 20 segundos, esfregando palmas, dorso, entre os dedos, polegares e unhas Ensine a técnica de forma lúdica, cantando uma música curta durante a lavagem No banho, use sabonete apenas onde é necessário, preservando a barreira da pele Deixe o álcool em gel para quando não houver água e sabonete disponíveis Prefira cosméticos com fórmulas limpas, conhecidas como clean label, que deixam de fora ingredientes controversos Na Verdena, a transparência sobre o que fica de fora de cada produto faz parte do cuidado. As fórmulas limpas, conhecidas como clean label, da linha Hidratação Coconut, por exemplo, são livres de triclosan, sulfatos, parabenos, silicones, ftalatos e outros disruptores endócrinos. Perguntas Frequentes O que é triclosan e para que serve? O triclosan é uma substância sintética com ação antimicrobiana, capaz de inibir o crescimento de bactérias e de alguns fungos. Ele atua bloqueando uma enzima que as bactérias utilizam para produzir as gorduras das suas membranas, o que impede que elas se multipliquem. Por essa característica, foi amplamente usado a partir das últimas décadas do século passado em produtos que prometiam proteção extra contra germes, como sabonetes antibacterianos, cremes dentais, enxaguantes bucais, desodorantes, produtos de limpeza e até em tecidos, brinquedos e utensílios plásticos com tratamento antimicrobiano. Em cosméticos, também pode ser usado como conservante, ajudando a evitar a contaminação do produto. Em ambientes hospitalares, antissépticos com triclosan tiveram aplicações específicas, sob protocolos próprios. No uso doméstico, porém, estudos mostraram que sabonetes com triclosan não trazem benefício adicional em relação ao sabonete comum para a higiene das mãos e a prevenção de infecções. Somado às dúvidas científicas sobre resistência bacteriana e possíveis efeitos hormonais, isso levou muitas agências reguladoras e fabricantes a restringir ou abandonar o ingrediente em produtos de uso diário. Por isso, vale verificar o rótulo dos produtos que a família usa. O triclosan é proibido no Brasil? Não, o triclosan não é proibido no Brasil. A Anvisa permite o seu uso como conservante em produtos de higiene pessoal, cosméticos e perfumes, desde que a concentração não ultrapasse 0,3% na formulação, conforme a Resolução da Diretoria Colegiada RDC 29/2012, que trata dos conservantes permitidos nesses produtos. Quando um produto excede esse limite, ele é considerado irregular e pode ser alvo de recolhimento determinado pela agência. Em outros países, as regras mudaram de forma mais restritiva. Nos Estados Unidos, por exemplo, a FDA retirou em 2016 o triclosan e outros antissépticos dos sabonetes antibacterianos de uso doméstico, por falta de comprovação de que eles sejam mais eficazes que o sabonete comum. Na União Europeia, o uso também foi restringido a determinados tipos de produtos e concentrações. Isso significa que, no Brasil, encontrar triclosan em um produto dentro do limite legal não é uma irregularidade. A decisão de evitá-lo é uma escolha de precaução e de consumo consciente, especialmente para produtos usados diariamente por crianças. Para fazer essa escolha, o caminho é ler a lista de ingredientes e procurar pelos nomes triclosan e triclocarban. O triclosan é cancerígeno? Não há comprovação de que o triclosan cause câncer em seres humanos. Essa preocupação costuma surgir porque o ingrediente passou a ser estudado como possível disruptor endócrino, e algumas pesquisas em laboratório e em animais levantaram questões sobre efeitos hormonais e sobre a formação de subprodutos quando ele reage com outras substâncias, como o cloro presente na água. No entanto, resultados obtidos em células ou em animais, muitas vezes com doses e condições diferentes da exposição humana real, não permitem concluir que o mesmo aconteça nas pessoas. Em crianças, os estudos disponíveis são principalmente observacionais, que investigam associações entre os níveis de triclosan na urina e aspectos como alergias ou comportamento, mas não comprovam relação de causa e efeito. Por isso, a postura mais honesta é a da precaução sem alarmismo: o triclosan não é um veneno e não é motivo de pânico, mas também não traz benefício comprovado na higiene doméstica em comparação com o sabonete comum. Diante disso, muitas famílias preferem reduzir a exposição das crianças, escolhendo produtos de higiene com fórmulas limpas, conhecidas como clean label, e mantendo a lavagem das mãos com água e sabonete suave. O que substitui o triclosan na higiene das crianças? Para a higiene do dia a dia, a melhor substituição para o triclosan é simples: água e sabonete suave, usados com a técnica correta. A limpeza não depende de matar todas as bactérias, e sim de remover a sujeira, a oleosidade e os microrganismos da superfície da pele, algo que o sabonete comum faz muito bem quando as mãos são esfregadas por pelo menos 20 segundos, incluindo palmas, dorso, espaços entre os dedos, polegares e unhas, seguido de enxágue em água corrente e secagem. Para ensinar as crianças, transforme o momento em brincadeira, cantando uma música curta ou usando um desenho de passo a passo perto da pia. O álcool em gel pode ser útil quando não houver água e sabonete disponíveis, como em passeios, mas não substitui a lavagem quando as mãos estão visivelmente sujas. No banho, prefira sabonetes com fórmulas limpas, conhecidas como clean label, livres de sulfatos agressivos, e aplique apenas nas áreas que realmente precisam, preservando a barreira de proteção da pele. Em cremes dentais, siga as orientações do dentista da criança. Assim, a família mantém a higiene em dia sem precisar de antimicrobianos na rotina. Sabonete antibacteriano é melhor para crianças? Na maioria das situações do dia a dia, não. Estudos que compararam sabonetes antibacterianos com sabonetes comuns, nas concentrações usadas em produtos domésticos, não encontraram vantagem significativa na redução de bactérias nas mãos nem na prevenção de infecções. Além de não trazer benefício extra, o uso frequente de antimicrobianos na rotina levanta preocupações sobre o favorecimento de bactérias resistentes e sobre a exposição contínua a substâncias ainda em investigação. Há também uma questão ligada à pele: sabonetes com ativos antimicrobianos e composições mais agressivas podem ressecar e irritar a pele sensível das crianças, especialmente as que têm tendência a dermatite, e perturbar o equilíbrio do microbioma, o conjunto de microrganismos benéficos que vivem na pele e ajudam a protegê-la. Por isso, para o banho e a lavagem das mãos em casa e na escola, um sabonete suave, desenvolvido para a pele infantil, com fórmula limpa, conhecida como clean label, é a escolha mais indicada. Produtos antissépticos específicos podem ter indicação em situações particulares, como feridas ou orientação médica, mas não precisam fazer parte da rotina diária da família. Referências Shrestha P; Zhang Y; Chen WJ; Wong TY. Triclosan: antimicrobial mechanisms, antibiotics interactions, clinical applications, and human health. J Environ Sci Health C Toxicol Carcinog. 2020;38(3):245-268. PMID: 32955413 Giuliano CA; Rybak MJ. Efficacy of triclosan as an antimicrobial hand soap and its potential impact on antimicrobial resistance: a focused review. Pharmacotherapy. 2015;35(3):328-36. PMID: 25809180 Jackson-Browne MS; Papandonatos GD; Chen A; Yolton K et al. Early-life triclosan exposure and parent-reported behavior problems in 8-year-old children. Environ Int. 2019;128:446-456. PMID: 30712883 Bertelsen RJ; Longnecker MP; Løvik M; Calafat AM et al. Triclosan exposure and allergic sensitization in Norwegian children. Allergy. 2013;68(1):84-91. PMID: 23146048 Tkalec Ž; Kosjek T; Snoj Tratnik J; Stajnko A et al. Exposure of Slovenian children and adolescents to bisphenols, parabens and triclosan: Urinary levels, exposure patterns, determinants of exposure and susceptibility. Environ Int. 2021;146:106172. PMID: 33113465 Conteúdo informativo, sem finalidade de diagnóstico ou tratamento. Consulte um profissional de saúde. quero saber mais →
Como Tirar o Frizz do Cabelo Infantil: Causas e Rotina Para Fios Alinhados

Como Tirar o Frizz do Cabelo Infantil: Causas e Rotina Para Fios Alinhados

Você penteia, finaliza, deixa o cabelo do seu filho lindo antes de sair de casa e, uma hora depois, ele parece ter levado um choque: fios arrepiados, volume sem forma, pontas espetadas. Com a chegada do frio, o gorro, o casaco e o ar seco, o frizz costuma ficar ainda mais teimoso. A gente sabe como isso pode ser frustrante, principalmente quando a criança não tem paciência para ficar sentada enquanto você arruma o cabelo. A boa notícia é que o frizz tem causas bem conhecidas e, com alguns ajustes simples na rotina, dá para deixar os fios muito mais alinhados, macios e fáceis de cuidar, sem produtos pesados e sem transformar a hora do banho em batalha. O Que é Frizz? Frizz é o nome dado aos fios que não se alinham com o restante do cabelo e ficam arrepiados, crespos ou "soltos" na superfície. Ele acontece principalmente por dois motivos que costumam andar juntos: Cutícula aberta ou danificada: a cutícula é a camada externa do fio, formada por pequenas escamas sobrepostas. Quando essas escamas ficam levantadas, o fio perde o brilho, fica áspero e se prende nos fios vizinhos. Desequilíbrio de água no fio: o cabelo absorve e perde água do ambiente. Quando ele está ressecado, "puxa" a umidade do ar de forma desigual, e cada fio incha e se curva de um jeito diferente (Gao, 2007). O Que Causa Frizz no Cabelo da Criança? Ressecamento Fios sem hidratação são os mais propensos ao frizz. Isso é muito comum em cabelos ondulados, cacheados e crespos, nos quais a oleosidade produzida pelo couro cabeludo tem mais dificuldade de percorrer o fio até as pontas. Clima: frio seco e umidade No inverno, o ar seco e o uso de aquecedores retiram água dos fios, e o atrito com gorros e golas gera eletricidade estática. Já em dias úmidos e chuvosos, o cabelo ressecado absorve água do ar rapidamente e se arma. Atrito Esfregar a toalha no cabelo, dormir em fronhas ásperas, usar gorros de lã e mexer nos fios enquanto secam aumentam o atrito entre os fios. Pesquisas sobre a física do cabelo mostram que o atrito é um dos principais fatores de desgaste da cutícula, e que condicionadores ajudam justamente a reduzi-lo (Weiand et al., 2025; Gavazzoni Dias, 2015). Pentear o cabelo seco Escovar fios secos, principalmente cacheados e crespos, desfaz a formação dos cachos, levanta a cutícula e provoca quebra (Camacho-Bragado et al., 2015). Banhos muito quentes e shampoos agressivos Água quente e sulfatos agressivos removem a proteção do fio e deixam a cutícula mais aberta. Porosidade alta Fios de alta porosidade absorvem água muito rápido e perdem com a mesma velocidade, o que favorece o frizz. Entenda mais no nosso guia sobre porosidade capilar infantil. Como Tirar o Frizz do Cabelo Infantil: Rotina Passo a Passo 1. Lave com água morna e shampoo suave Evite água quente e aplique o shampoo principalmente no couro cabeludo. Prefira fórmulas limpas, conhecidas como clean label, livres de sulfatos agressivos, que limpam sem ressecar. 2. Condicionador em todas as lavagens Aplique do meio para as pontas e deixe agir por alguns minutos. É ele que alinha a cutícula e reduz o atrito entre os fios. 3. Desembarace com o cabelo molhado Com o condicionador ainda no cabelo, desembarace com os dedos ou um pente de dentes largos, começando pelas pontas. Nunca penteie cabelo cacheado ou crespo seco. Veja o passo a passo em como desembaraçar o cabelo infantil sem dor. 4. Retire o excesso de água sem esfregar Troque a toalha felpuda por uma camiseta de algodão ou uma toalha macia e aperte os fios suavemente, de baixo para cima. 5. Finalize com o cabelo ainda úmido Esse é o passo que mais faz diferença contra o frizz. Aplique o finalizador com o cabelo bem úmido, para "prender" a água dentro do fio e manter a cutícula alinhada: Cabelos lisos e ondulados: pouca quantidade de creme de pentear infantil, que reduz o frizz e deixa os fios soltos, ou algumas gotas de óleo nas pontas. Cabelos cacheados e crespos: ativador de cachos infantil, que ajuda a controlar o frizz e definir os cachos, aplicado mecha a mecha. 6. Sele as pontas com óleo Algumas gotas de óleo espalhadas nas palmas das mãos e aplicadas no comprimento e nas pontas ajudam a selar a cutícula e dar brilho. Óleos vegetais também protegem o fio: um estudo mostrou que o óleo de coco reduziu a perda de proteínas do cabelo (Rele & Mohile, 2003). O óleo finalizador infantil da Verdena é leve, não acumula e controla o frizz em todos os tipos de cabelo. 7. Deixe secar sem mexer Evite tocar no cabelo enquanto ele seca. Se usar secador, prefira temperatura morna ou fria e mantenha distância. 8. Hidratação semanal Uma vez por semana, use uma máscara de hidratação infantil para repor a água dos fios. Veja também como fazer em como hidratar cabelos infantis de forma segura e eficaz. Cuidados Extras no Inverno Prefira gorros com forro de cetim ou coloque um lenço de tecido liso por baixo do gorro de lã Evite dormir com o cabelo molhado, que embaraça e arma durante a noite Use fronha de cetim ou tecido liso, que reduz o atrito Faça uma trança frouxa antes de dormir em cabelos longos Mantenha a criança hidratada, oferecendo água ao longo do dia, mesmo no frio Frizz Não é Defeito Vale lembrar: um pouco de frizz é normal, principalmente em cabelos cacheados e crespos, e faz parte do volume e da personalidade dos fios. O objetivo não é deixar o cabelo "grudado" ou sem movimento, e sim saudável, macio e confortável para a criança. Evite produtos com promessa de alisar ou "domar" os fios, que muitas vezes são formulados para adultos. Encontre a linha ideal para cada textura em cabelo liso e ondulado e cabelo cacheado e crespo. Perguntas Frequentes Como tirar o frizz do cabelo infantil? Para reduzir o frizz do cabelo infantil, o segredo está em manter os fios hidratados e diminuir o atrito, e não em usar produtos pesados. Comece pela lavagem: use água morna e um shampoo suave, com fórmula limpa, conhecida como clean label, aplicado principalmente no couro cabeludo. Em seguida, use condicionador do meio para as pontas em todas as lavagens e desembarace o cabelo ainda molhado, com os dedos ou um pente de dentes largos, começando pelas pontas. Retire o excesso de água apertando os fios com uma camiseta de algodão ou toalha macia, sem esfregar. O passo mais importante é finalizar com o cabelo ainda úmido: em cabelos lisos e ondulados, use um pouco de creme de pentear; em cacheados e crespos, aplique ativador de cachos mecha a mecha. Depois, sele as pontas com algumas gotas de óleo e deixe secar sem mexer. Uma vez por semana, faça uma máscara de hidratação. À noite, prefira fronhas de tecido liso e evite dormir com o cabelo molhado. Com constância, os fios ficam mais alinhados em poucas semanas. Se o frizz vier acompanhado de muita quebra ou queda, converse com o pediatra. O que causa o frizz no cabelo? O frizz aparece quando os fios não conseguem se alinhar uns aos outros, e isso tem algumas causas principais. A primeira é a cutícula aberta ou danificada: quando as pequenas escamas que formam a camada externa do fio ficam levantadas, o cabelo fica áspero, perde brilho e se prende nos fios vizinhos. A segunda é o ressecamento: fios desidratados absorvem a umidade do ar de maneira desigual, e cada um incha e se curva de um jeito, criando aquele aspecto arrepiado. Por isso, o frizz costuma piorar tanto em dias úmidos quanto no inverno seco, quando aquecedores, gorros e golas somam ressecamento e eletricidade estática. O atrito também tem papel importante: esfregar a toalha, dormir em fronhas ásperas, pentear o cabelo seco e mexer nos fios enquanto secam desgastam a cutícula. Banhos muito quentes e shampoos com sulfatos agressivos removem a proteção do fio. Por fim, as características do cabelo influenciam: fios ondulados, cacheados, crespos e com alta porosidade são mais propensos ao frizz, porque perdem água com mais facilidade. Entender quais desses fatores estão presentes na rotina da criança ajuda a escolher os ajustes certos. Qual o melhor produto para frizz no cabelo de criança? O melhor produto depende do tipo de cabelo da criança, mas alguns critérios valem para todos. Prefira cosméticos desenvolvidos para a infância, dermatologicamente testados e com fórmulas limpas, conhecidas como clean label, livres de sulfatos agressivos, parabenos, ftalatos e petrolatos. Evite produtos para adultos com promessa de alisar ou "domar" os fios, que costumam ter composições mais pesadas e não são pensados para a pele e o cabelo das crianças. Para cabelos lisos e ondulados, que pesam com facilidade, um creme de pentear leve em pouca quantidade ou algumas gotas de óleo nas pontas costumam ser suficientes. Para cabelos cacheados e crespos, o ativador de cachos ajuda a controlar o frizz e a definir os cachos, e pode ser combinado com óleo nas pontas para selar a hidratação. Em todos os casos, o condicionador em todas as lavagens e a máscara de hidratação semanal são a base do cuidado. Mais do que o produto em si, o modo de usar faz diferença: aplique os finalizadores com o cabelo ainda úmido e distribua bem, mecha a mecha. Teste um produto por vez e dê algumas semanas para avaliar o resultado. Existe receita caseira para tirar o frizz do cabelo infantil? Receitas caseiras são populares, mas pedem cautela no cabelo e no couro cabeludo das crianças. Misturas com ovo, maionese, vinagre, limão, açúcar ou bebidas podem irritar a pele sensível, deixar resíduos difíceis de remover, causar mau cheiro e até atrair insetos, além de não terem controle de concentração nem de conservação. O limão, em especial, pode causar manchas e queimaduras na pele quando há exposição ao sol. Se quiser um cuidado simples e acessível em casa, algumas opções são mais seguras: uma pequena quantidade de óleo vegetal, como o de coco, aplicada no comprimento e nas pontas, pode ajudar a selar a cutícula e reduzir o frizz, desde que usada com moderação e bem distribuída para não pesar. Aplicar o óleo antes da lavagem, por alguns minutos, também ajuda a proteger os fios. Mesmo assim, faça um teste em uma pequena mecha antes, evite o contato com os olhos e observe se a criança tem alguma reação. Para a rotina do dia a dia, cosméticos formulados para a infância, com fórmulas limpas, conhecidas como clean label, oferecem mais segurança, praticidade e resultado consistente do que receitas improvisadas. Por que o frizz piora no inverno? O inverno reúne várias condições que favorecem o frizz. A umidade do ar costuma cair bastante, e o cabelo perde água para o ambiente, ficando mais seco e com a cutícula mais aberta. Aquecedores e ar-condicionado no modo quente pioram ainda mais esse ressecamento dentro de casa. Ao mesmo tempo, o frio leva ao uso de gorros, toucas, cachecóis e golas altas, que provocam atrito constante com os fios e geram eletricidade estática, fazendo o cabelo arrepiar. Muitas famílias também passam a dar banhos mais quentes e demorados, o que remove a proteção dos fios e do couro cabeludo. Outro hábito comum no frio é deixar o cabelo secar com a criança já agasalhada ou dormir com os fios úmidos, o que aumenta o embaraço e o frizz. Para compensar, reforce a hidratação com máscara semanal, finalize sempre com o cabelo úmido e sele as pontas com óleo. Prefira gorros com forro de cetim ou um lenço liso por baixo, use fronhas de tecido liso e, se precisar de secador, prefira a temperatura morna. Oferecer água ao longo do dia também ajuda, já que as crianças costumam beber menos no frio. Referências Gavazzoni Dias MF. Hair cosmetics: an overview. Int J Trichology. 2015;7(1):2-15. PMID: 25878443 Weiand E; Rodriguez-Ropero F; Roiter Y; Angioletti-Uberti S et al. Understanding and controlling the friction of human hair. Adv Colloid Interface Sci. 2025;345:103580. PMID: 40782659 Gao T. Evaluation of hair humidity resistance/moisturization from hair elasticity. J Cosmet Sci. 2007;58(4):393-404. PMID: 17728940 Rele AS; Mohile RB. Effect of mineral oil, sunflower oil, and coconut oil on prevention of hair damage. J Cosmet Sci. 2003;54(2):175-92. PMID: 12715094 Camacho-Bragado GA; Balooch G; Dixon-Parks F; Porter C et al. Understanding breakage in curly hair. Br J Dermatol. 2015;173 Suppl 2:10-6. PMID: 26207659 Conteúdo informativo, sem finalidade de diagnóstico ou tratamento. Consulte um profissional de saúde.   quero saber mais →
Estrias na Gravidez: Por Que Surgem, o Que Ajuda de Verdade e Como Cuidar da Pele

Estrias na Gravidez: Por Que Surgem, o Que Ajuda de Verdade e Como Cuidar da Pele

A barriga cresce, o bebê se desenvolve, e junto com a emoção de cada fase vem uma preocupação muito comum: e as estrias? Muitas gestantes passam a olhar a pele com atenção todos os dias, testam óleos e cremes e se perguntam se estão fazendo o suficiente. É normal se preocupar com isso, e também é importante saber que as estrias fazem parte da gestação de grande parte das mulheres e não dizem nada sobre o quanto você se cuida. Neste guia, explicamos por que as estrias aparecem na gravidez, quais fatores aumentam a chance de surgirem, o que a ciência realmente mostra sobre prevenção e como cuidar da pele com segurança durante a gestação e depois do parto. O Que São Estrias? Estrias são cicatrizes lineares que se formam quando a pele é esticada rapidamente e as fibras que dão sustentação e elasticidade a ela, o colágeno e a elastina, se rompem na camada mais profunda, a derme. Na gestação, recebem o nome de estrias gravídicas e aparecem com frequência em barriga, mamas, quadris, coxas e glúteos. Elas são extremamente comuns: estima-se que afetem a maioria das gestantes, com números que variam entre metade e até 90% das mulheres, dependendo da população estudada (Farahnik et al., 2017). Por Que as Estrias Aparecem na Gravidez? Dois fatores atuam juntos: Estiramento da pele: barriga, mamas e quadris aumentam de volume em poucos meses, principalmente a partir do segundo trimestre. Mudanças hormonais: os hormônios da gestação alteram a estrutura do tecido conjuntivo, deixando as fibras da pele mais suscetíveis a se romper. Por isso, as estrias costumam surgir a partir da segunda metade da gravidez, quando o crescimento da barriga se acelera. Quem Tem Mais Chance de Ter Estrias? Estudos identificaram alguns fatores associados a maior risco (Farahnik et al., 2017; Kasielska-Trojan et al., 2015): Histórico familiar: se sua mãe ou irmãs tiveram estrias na gestação, a chance é maior. Idade materna mais jovem. Ganho de peso maior ou mais rápido durante a gestação. Bebê maior, gestação de gêmeos ou excesso de líquido amniótico. Estrias prévias, por exemplo na adolescência. Muitos desses fatores não dependem de você. Por isso, ter estrias não é sinal de descuido. Estrias Vermelhas, Roxas e Brancas: Qual a Diferença? Tipo Como é O que significa Estrias vermelhas ou roxas Avermelhadas, rosadas ou arroxeadas, às vezes levemente elevadas e com coceira Estrias recentes, ainda em fase inflamatória Estrias brancas Claras, finas, levemente afundadas Estrias antigas, já maduras Essa diferença importa: as estrias recentes, avermelhadas, costumam responder melhor aos tratamentos feitos depois do parto do que as brancas, que já estão consolidadas (Al-Himdani et al., 2014). E, com o tempo, é normal que as estrias vermelhas clareiem e fiquem bem menos evidentes. Como Evitar Estrias na Gravidez: O Que a Ciência Mostra Aqui vale uma conversa transparente. Uma revisão da Cochrane analisou estudos com cremes e óleos usados para prevenir estrias na gestação e não encontrou evidências de qualidade suficiente de que algum produto tópico previna as estrias (Brennan et al., 2012). Isso inclui opções muito populares, como alguns óleos vegetais e manteigas. Isso quer dizer que hidratar a pele não serve para nada? Não. Significa que nenhum produto consegue garantir que as estrias não vão aparecer, porque fatores como genética e ritmo de crescimento da barriga pesam muito. Mas o cuidado com a pele tem benefícios reais durante a gestação: Hidratação diária para conforto e elasticidade A pele que se estica costuma coçar e repuxar. Hidratar barriga, mamas, quadris e coxas uma a duas vezes ao dia, com produtos de fórmulas limpas, conhecidas como clean label, alivia a coceira, melhora o conforto e mantém a pele macia. E o momento de passar o creme com calma pode virar um ritual de conexão com o bebê. Ganho de peso gradual Seguir as orientações do obstetra sobre alimentação e ganho de peso ajuda a evitar um estiramento muito rápido da pele, além de ser importante para a saúde da mãe e do bebê. Hidratação de dentro para fora Beber água ao longo do dia e manter uma alimentação equilibrada, com proteínas, frutas, vegetais e gorduras boas, contribui para a saúde da pele como um todo. Não coce Coçar as áreas que estão se esticando pode irritar ainda mais a pele. Se a coceira for intensa, principalmente nas mãos e nos pés, avise o obstetra, porque em alguns casos ela pode estar relacionada a condições que precisam de avaliação. Cuidados com os Ingredientes na Gestação Nem todo ativo usado em cremes para estrias é indicado durante a gravidez. Retinoides, como o retinol e a tretinoína, por exemplo, costumam ser evitados na gestação e na amamentação. Por isso: Leia o rótulo de todo cosmético que for usar na barriga Prefira fórmulas limpas, conhecidas como clean label, livres de ingredientes nocivos Na dúvida, leve o produto à consulta de pré-natal Se ler rótulos ainda parece complicado, nosso guia sobre como ler o rótulo de um cosmético mostra o passo a passo. E Depois do Parto? As Estrias Somem? As estrias não desaparecem completamente, mas a maioria clareia e fica bem menos visível nos meses após o parto, passando de avermelhada para um tom mais próximo da cor da pele. Para quem deseja melhorar ainda mais a aparência, existem tratamentos realizados por dermatologistas, como lasers, microagulhamento e ativos específicos, que costumam ter melhores resultados nas estrias recentes (Al-Himdani et al., 2014). Muitos deles só podem ser iniciados após a amamentação, então converse com o seu médico sobre o melhor momento. Enquanto isso, manter a hidratação diária continua fazendo diferença na textura e no conforto da pele. Na seleção Para as Mamães, a Verdena reuniu cosméticos pensados para o autocuidado da mulher depois da maternidade. Um Olhar Mais Gentil Para o Corpo Que Gerou Uma Vida As estrias contam a história de um corpo que se transformou para acolher um filho. Cuidar da pele é um gesto de carinho consigo mesma, não uma obrigação para apagar essa história. Se você está buscando ideias de autocuidado para essa fase, veja nosso guia de presentes e autocuidado seguro para cada trimestre. Perguntas Frequentes O que é bom para evitar estrias na gravidez? Não existe um produto capaz de garantir que as estrias não vão aparecer na gestação. Uma revisão da Cochrane, que analisou estudos com diferentes cremes e óleos, não encontrou evidências de boa qualidade de que algum deles previna as estrias. Isso acontece porque fatores como genética, idade, ritmo de crescimento da barriga, tamanho do bebê e mudanças hormonais têm um peso muito grande e não podem ser controlados. Ainda assim, alguns cuidados fazem sentido e trazem benefícios reais. Hidratar diariamente a barriga, as mamas, os quadris e as coxas deixa a pele mais macia, confortável e alivia a coceira comum na pele que se estica. Seguir as orientações do obstetra sobre ganho de peso ajuda a evitar um estiramento muito rápido. Beber água, manter uma alimentação equilibrada e evitar coçar as áreas sensíveis também contribuem para a saúde da pele. Na escolha dos cosméticos, prefira fórmulas limpas, conhecidas como clean label, e evite ativos não recomendados na gestação, como os retinoides. O mais importante é cuidar da pele sem culpa: se as estrias aparecerem, isso não significa que você fez algo errado. As estrias somem depois da gravidez? As estrias não desaparecem por completo, porque são pequenas cicatrizes na camada mais profunda da pele. A boa notícia é que, na grande maioria das mulheres, elas melhoram bastante com o tempo. Nos primeiros meses após o parto, as estrias costumam estar avermelhadas, rosadas ou arroxeadas, o que indica que ainda estão em fase ativa. Com o passar dos meses, elas tendem a clarear, ficar mais finas e adquirir um tom mais próximo da cor da pele, tornando-se bem menos evidentes. Esse processo pode levar de alguns meses a um ou dois anos. Para quem deseja resultados mais visíveis, existem tratamentos dermatológicos, como lasers, microagulhamento e alguns ativos de uso tópico, que costumam funcionar melhor justamente nas estrias recentes, ainda avermelhadas. Por isso, vale conversar com um dermatologista depois do parto para avaliar as opções e o momento certo, já que alguns tratamentos e ativos não são indicados durante a amamentação. Enquanto isso, manter a hidratação diária ajuda a melhorar a textura e o conforto da pele. E lembre-se de que essas marcas fazem parte da história do seu corpo. É possível eliminar 100% das estrias? Não é possível eliminar totalmente as estrias, e é importante desconfiar de produtos ou procedimentos que prometem isso. As estrias se formam quando as fibras de colágeno e elastina da derme se rompem, e essa estrutura não volta a ser exatamente como era antes. O que os tratamentos conseguem fazer é melhorar a aparência, deixando as estrias mais claras, finas, niveladas e menos perceptíveis. Os melhores resultados costumam aparecer nas estrias recentes, avermelhadas ou arroxeadas, que ainda estão em fase inflamatória. Nesse estágio, tratamentos dermatológicos como alguns tipos de laser, luz pulsada e microagulhamento podem estimular a produção de colágeno e reduzir bastante a visibilidade das marcas. As estrias brancas, mais antigas, respondem de forma mais limitada, embora também possam melhorar com procedimentos específicos. A escolha do tratamento deve ser feita com um dermatologista, que vai considerar o tipo de estria, o tom de pele, o momento de vida, como gestação ou amamentação, e as expectativas de cada mulher. Cremes hidratantes, por sua vez, melhoram a textura e o conforto da pele, mas não apagam estrias já formadas. Expectativas realistas evitam frustração e gastos desnecessários. O que mais causa estrias na gravidez? As estrias na gravidez surgem principalmente pela combinação de estiramento rápido da pele e mudanças hormonais. Conforme a barriga, as mamas e os quadris crescem, a pele precisa se expandir em poucos meses. Ao mesmo tempo, os hormônios da gestação alteram as fibras de colágeno e elastina, deixando a pele mais vulnerável a pequenas rupturas na derme. Estudos apontam alguns fatores que aumentam a chance de aparecimento das estrias. O histórico familiar é um dos mais importantes: mulheres cujas mães ou irmãs tiveram estrias na gestação têm mais probabilidade de desenvolvê-las. A idade materna mais jovem também está associada a maior risco, assim como o ganho de peso maior ou mais rápido durante a gravidez. Bebês maiores, gestações de gêmeos e excesso de líquido amniótico aumentam o estiramento da pele. Ter estrias prévias, como as que surgem na adolescência, também eleva a chance. Muitos desses fatores não estão sob controle da gestante, o que explica por que mulheres que se hidratam com dedicação também podem ter estrias. O que está ao alcance é manter a pele confortável e seguir as orientações do obstetra. Óleo ajuda a prevenir estrias na gravidez? Os óleos vegetais são muito usados na gestação e podem trazer benefícios para o conforto da pele, mas os estudos não comprovam que eles previnam as estrias. Uma revisão da Cochrane avaliou diferentes preparações de uso tópico, incluindo óleos e manteigas populares, e não encontrou evidências de boa qualidade de que algum desses produtos reduza o aparecimento das estrias gravídicas. Isso não significa que o óleo seja inútil. Ele ajuda a manter a pele macia, reduz a sensação de repuxamento e alivia a coceira que costuma aparecer quando a barriga cresce. A massagem durante a aplicação também pode ser um momento de relaxamento e de conexão com o bebê. Alguns cuidados são importantes: evite óleos essenciais puros, que podem irritar a pele e nem todos são indicados na gestação; faça um teste em uma pequena área antes de usar um produto novo; e prefira cosméticos com fórmulas limpas, conhecidas como clean label, livres de ingredientes nocivos. Se a pele apresentar vermelhidão, coceira intensa ou manchas diferentes, suspenda o uso e converse com o obstetra. O mais importante é cuidar da pele com expectativas realistas e sem culpa. Referências Farahnik B; Park K; Kroumpouzos G; Murase J. Striae gravidarum: Risk factors, prevention, and management. Int J Womens Dermatol. 2017;3(2):77-85. PMID: 28560300 Brennan M; Young G; Devane D. Topical preparations for preventing stretch marks in pregnancy. Cochrane Database Syst Rev. 2012;11(11):CD000066. PMID: 23152199 Al-Himdani S; Ud-Din S; Gilmore S; Bayat A. Striae distensae: a comprehensive review and evidence-based evaluation of prophylaxis and treatment. Br J Dermatol. 2014;170(3):527-47. PMID: 24125059 Kasielska-Trojan A; Sobczak M; Antoszewski B. Risk factors of striae gravidarum. Int J Cosmet Sci. 2015;37(2):236-40. PMID: 25440082 Conteúdo informativo, sem finalidade de diagnóstico ou tratamento. Consulte um profissional de saúde.   quero saber mais →
Dermatite Atópica Infantil: Sinais, Gatilhos e Como Cuidar da Pele no Dia a Dia

Dermatite Atópica Infantil: Sinais, Gatilhos e Como Cuidar da Pele no Dia a Dia

Coceira que não passa, pele áspera nas dobrinhas dos braços e das pernas, bochechas vermelhas que parecem piorar a cada dia frio. Se esse cenário é familiar, você não está sozinha. A dermatite atópica é uma das condições de pele mais comuns na infância, e a gente sabe o quanto ver o filho desconfortável, coçando até machucar ou dormindo mal, mexe com o coração de qualquer mãe. A boa notícia é que, com informação e uma rotina de cuidados consistente, é possível reduzir muito as crises e devolver conforto para a pele da criança. Neste guia, explicamos o que é a dermatite atópica, como reconhecer os sinais em cada idade, o que costuma piorar o quadro e como montar um cuidado diário seguro, sempre em parceria com o pediatra ou o dermatologista. O Que É Dermatite Atópica? A dermatite atópica, também chamada de eczema atópico, é uma doença inflamatória crônica da pele, que não é contagiosa e costuma evoluir em fases: períodos de melhora alternados com crises. Ela é muito frequente na infância e pode afetar até uma em cada cinco crianças, com variações importantes entre países (Weidinger & Novak, 2016; Silverberg et al., 2021). Na maioria dos casos, os primeiros sinais aparecem ainda no primeiro ano de vida. Muitas crianças melhoram bastante com o crescimento, mas algumas continuam tendo sintomas na adolescência e na vida adulta. Por Que a Dermatite Atópica Acontece? Não existe uma causa única. A dermatite atópica resulta de uma combinação de fatores (Weidinger & Novak, 2016): Barreira da pele mais frágil A pele funciona como um muro: as células são os tijolos e os lipídios, o cimento. Em crianças com dermatite atópica, esse "cimento" é mais fraco, muitas vezes por fatores genéticos. A pele perde água com mais facilidade e fica mais vulnerável à entrada de agentes irritantes e alérgenos. Sistema imunológico mais reativo A pele atópica responde de forma exagerada a estímulos que, em outras crianças, passariam despercebidos. Isso gera inflamação, vermelhidão e coceira. Desequilíbrio do microbioma Na pele com dermatite atópica, é comum haver maior presença da bactéria Staphylococcus aureus, que contribui para a inflamação e para as crises. Histórico familiar Crianças com pais ou irmãos que têm dermatite atópica, asma ou rinite alérgica têm maior chance de desenvolver a condição. Importante: a dermatite atópica não é causada por falta de cuidado, nem por algo que a mãe fez ou deixou de fazer. Sinais de Dermatite Atópica em Cada Fase Em bebês Vermelhidão e descamação nas bochechas, testa e couro cabeludo Lesões na parte externa de braços e pernas Pele que pode ficar úmida ou com crostinhas durante as crises Coceira, que no bebê aparece como irritação, choro e esfregar o rosto no lençol A área da fralda geralmente é poupada Em crianças maiores Lesões nas dobras de cotovelos e joelhos, pescoço, punhos e tornozelos Pele muito seca, áspera e, com o tempo, mais espessa nas áreas coçadas Coceira intensa, que costuma piorar à noite e atrapalhar o sono Escurecimento ou clareamento da pele nas regiões afetadas Se você está em dúvida entre dermatite atópica e outras reações, nosso guia sobre alergia de pele em criança ajuda a diferenciar os tipos mais comuns. O Que Piora a Dermatite Atópica Conhecer os gatilhos é metade do cuidado. Os mais comuns são: Frio e ar seco: o inverno reduz a umidade do ar e aumenta a perda de água da pele. Veja também nosso artigo sobre pele ressecada na criança no inverno. Banhos quentes e demorados, que removem a camada protetora de lipídios. Sabonetes agressivos, com sulfatos e pH alcalino. Roupas de lã e tecidos sintéticos em contato direto com a pele. Suor e calor excessivo, inclusive por excesso de roupas. Produtos com muitos aditivos e cheiro intenso, incluindo amaciantes. Ácaros e poeira, em algumas crianças. Estresse, infecções e noites mal dormidas. Rotina de Cuidados: A Base do Controle As diretrizes internacionais são claras: a hidratação diária da pele e os cuidados com o banho são a base do tratamento da dermatite atópica, em todas as fases, com ou sem crise (Wollenberg et al., 2018; Chu et al., 2024). Os medicamentos, quando necessários, são indicados pelo médico para controlar as crises e funcionam melhor quando essa base está bem feita. 1. Banho rápido e morno Água morna, nunca quente Duração curta, de 5 a 10 minutos Sabonete suave, desenvolvido para a pele infantil, usado só onde é necessário Evite buchas e esfregar a pele O sabonete líquido infantil da Verdena tem fórmula limpa, conhecida como clean label, livre de sulfatos, parabenos e ftalatos, e respeita o pH da pele da criança. 2. Secar sem esfregar Pressione a toalha de algodão macia contra a pele, sem friccionar, e dê atenção às dobras. 3. Hidratar logo depois do banho Aplique o hidratante nos primeiros minutos após o banho, com a pele ainda levemente úmida, em todo o corpo, não só nas áreas com lesão. Em dias frios ou em fases de pele muito seca, reaplique ao longo do dia (Johnson & Hunt, 2019). A loção hidratante infantil da Verdena foi desenvolvida com a escuta de mães e pediatras: tem textura leve, absorção rápida, é dermatologicamente testada, livre de disruptores endócrinos, parabenos, silicones e corantes, e pode ser usada no cuidado diário de peles com tendência à dermatite atópica. 4. Roupas e ambiente Prefira algodão em contato com a pele Lave roupas novas antes do primeiro uso e enxágue bem o sabão Mantenha as unhas curtas para reduzir machucados ao coçar Evite superaquecer o quarto e excesso de cobertores 5. Acompanhamento médico nas crises Quando a pele fica muito vermelha, com coceira intensa ou lesões abertas, procure o pediatra ou o dermatologista. Pomadas e cremes com ação anti-inflamatória podem ser necessários e só devem ser usados com prescrição, na frequência e pelo tempo indicados. Alimentação e Dermatite Atópica Muitas famílias suspeitam de algum alimento e retiram itens da dieta por conta própria. As diretrizes recomendam cautela: dietas de exclusão sem avaliação médica e sem confirmação de alergia alimentar podem prejudicar a nutrição da criança sem melhorar a pele (Chu et al., 2024). Se houver suspeita, converse com o pediatra ou um alergista. Quando Procurar Atendimento Coceira que impede o sono ou afeta a rotina Lesões com pus, crostas amareladas, feridas dolorosas ou febre, que podem indicar infecção Bolhas agrupadas e dolorosas, especialmente se a criança parecer abatida Piora apesar da rotina de cuidados Dúvida sobre o diagnóstico Perguntas Frequentes Dermatite atópica infantil tem cura? A dermatite atópica é considerada uma condição crônica, o que significa que não existe um tratamento capaz de eliminá-la de forma definitiva. A boa notícia é que ela pode ser muito bem controlada, e muitas crianças melhoram de maneira expressiva com o passar dos anos, chegando a ficar longos períodos sem sintomas. Algumas continuam tendo pele mais sensível e seca na adolescência e na vida adulta, com crises ocasionais em situações de frio, estresse ou contato com irritantes. O controle depende principalmente de uma rotina diária consistente: banhos mornos e rápidos, sabonete suave, hidratação de todo o corpo logo após o banho e ao longo do dia, roupas de algodão e atenção aos gatilhos individuais de cada criança. Nas crises, o pediatra ou o dermatologista pode indicar medicamentos de uso tópico para controlar a inflamação e, em casos mais graves, outras opções de tratamento. Vale reforçar que manter a hidratação mesmo quando a pele está bonita ajuda a espaçar as crises. Por isso, o cuidado não deve ser interrompido nos períodos de melhora. Com acompanhamento médico e paciência, a maioria das famílias consegue devolver conforto e qualidade de sono para a criança. Qual o melhor hidratante para dermatite atópica infantil? O melhor hidratante é aquele que a criança usa todos os dias, em quantidade adequada e sem irritar a pele. Na hora de escolher, alguns critérios ajudam muito. Prefira produtos desenvolvidos para a pele infantil, dermatologicamente testados e com fórmulas limpas, conhecidas como clean label, livres de ingredientes nocivos, corantes e aditivos de cheiro intenso, que podem sensibilizar a pele atópica. A textura também importa: loções leves e de rápida absorção costumam ser mais bem aceitas no dia a dia, especialmente no calor ou pela manhã, enquanto texturas mais encorpadas podem ser úteis em áreas muito secas, conforme orientação médica. Mais importante do que a marca é o modo de usar. Aplique logo após o banho, com a pele ainda levemente úmida, em todo o corpo, e não apenas nas lesões. Reaplique ao longo do dia sempre que a pele parecer seca. Antes de introduzir um produto novo, teste em uma pequena área por um ou dois dias. Se houver ardência, vermelhidão ou piora, suspenda. O hidratante não substitui o tratamento das crises indicado pelo médico, mas é a base que ajuda a manter a pele protegida entre elas. O que piora a dermatite atópica na criança? Os gatilhos variam de criança para criança, mas alguns são bastante comuns. O clima frio e seco do inverno aumenta a perda de água da pele e costuma trazer mais crises. Banhos quentes e demorados removem a camada protetora de lipídios, assim como sabonetes agressivos, com sulfatos ou pH alcalino. Roupas de lã e tecidos sintéticos em contato direto com a pele provocam atrito e coceira, e o excesso de roupas faz a criança suar, o que também irrita. Produtos com muitos aditivos e cheiro intenso, incluindo amaciantes e alguns sabões em pó, podem sensibilizar a pele. Em algumas crianças, ácaros e poeira contribuem para as crises. Infecções, noites mal dormidas e situações de estresse, como mudança de escola ou chegada de um irmão, também podem piorar o quadro. Por fim, o próprio ato de coçar alimenta um ciclo de inflamação e mais coceira. Uma estratégia útil é anotar, por algumas semanas, o que aconteceu nos dias anteriores a cada crise, como clima, roupas, produtos novos e atividades. Esse diário ajuda a família e o médico a identificar os gatilhos específicos da criança e a ajustar a rotina de forma mais certeira. Dermatite atópica é contagiosa? Não. A dermatite atópica não é contagiosa e não passa de uma criança para outra pelo contato, pelo compartilhamento de toalhas ou pela convivência na escola. Ela é resultado de uma combinação de fatores próprios da criança, como uma barreira de pele mais frágil, muitas vezes de origem genética, um sistema imunológico mais reativo e um desequilíbrio no microbioma da pele. Por isso, a criança com dermatite atópica pode e deve frequentar a escola, brincar, praticar esportes e conviver normalmente com outras crianças. Explicar isso para professores, cuidadores e colegas ajuda a evitar constrangimentos, já que as lesões visíveis às vezes geram perguntas ou afastamento. Existe apenas uma situação que merece atenção: quando as lesões da dermatite atópica se infectam, seja por bactérias ou por vírus, como o do herpes, a infecção em si pode ser transmissível. Os sinais de alerta são pus, crostas amareladas, bolhas agrupadas e dolorosas, feridas que se espalham rapidamente ou febre. Nesses casos, procure atendimento médico logo, porque o tratamento da infecção é necessário e, em algumas situações, urgente. Fora dessas situações, a dermatite atópica não representa risco de contágio. Posso dar banho todos os dias na criança com dermatite atópica? Pode, e para muitas crianças o banho diário é até recomendado, desde que feito do jeito certo. O banho ajuda a remover suor, sujeira, restos de produtos e parte das bactérias que contribuem para as crises. O problema não é a frequência, e sim a forma. A água deve ser morna, nunca quente, e o banho deve ser rápido, entre 5 e 10 minutos. Use um sabonete suave, desenvolvido para a pele infantil, e aplique apenas nas áreas que realmente precisam, como axilas, região da fralda, mãos e pés, evitando esfregar a pele com buchas. Depois, seque com toques leves da toalha, sem friccionar. O passo mais importante vem em seguida: hidratar todo o corpo nos primeiros minutos após o banho, enquanto a pele ainda está levemente úmida, para reter a água absorvida. Pular essa etapa pode deixar a pele ainda mais seca. As diretrizes mais recentes consideram que a frequência do banho pode ser ajustada à rotina e às preferências de cada família, desde que a hidratação logo em seguida seja mantida. Se a criança estiver em crise intensa, com feridas abertas, siga as orientações específicas do médico para os cuidados no banho. Referências Weidinger S; Novak N. Atopic dermatitis. Lancet. 2016;387(10023):1109-1122. PMID: 26377142 Wollenberg A; Barbarot S; Bieber T; Christen-Zaech S et al. Consensus-based European guidelines for treatment of atopic eczema (atopic dermatitis) in adults and children: part I. J Eur Acad Dermatol Venereol. 2018;32(5):657-682. PMID: 29676534 Silverberg JI; Barbarot S; Gadkari A; Simpson EL et al. Atopic dermatitis in the pediatric population: A cross-sectional, international epidemiologic study. Ann Allergy Asthma Immunol. 2021;126(4):417-428.e2. PMID: 33421555 Chu DK; Schneider L; Asiniwasis RN; Boguniewicz M et al. Atopic dermatitis (eczema) guidelines: 2023 American Academy of Allergy, Asthma and Immunology/American College of Allergy, Asthma and Immunology Joint Task Force on Practice Parameters GRADE- and Institute of Medicine-based recommendations. Ann Allergy Asthma Immunol. 2024;132(3):274-312. PMID: 38108679 Johnson E; Hunt R. Infant skin care: updates and recommendations. Curr Opin Pediatr. 2019;31(4):476-481. PMID: 31188166 Conteúdo informativo, sem finalidade de diagnóstico ou tratamento. Consulte um profissional de saúde. quero saber mais →

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